FUTEBOL FEMININO VOLTA COM FORÇA TOTAL

O caminho da volta do futebol feminino em Novo Hamburgo não foi fácil. Muita briga fora dos campos para conquistar um espaço para o esporte e enfim os primeiros times começaram a surgir. No dia seis de abril, o torneio comemorativo da emancipação da cidade foi o início de tudo. Passados cinco campeonatos oficiais, o resultado é comemorado pela presidente da Liga Hamburguense de Futebol Feminino Amador (LHFFA), Laura Machado, a Nena. Bom público e sete times envolvidos, além da previsão de um campeonato varzeano com nove equipes, uma a mais do que no masculino.

Para participaram da categoria feminina, Ponte Preta, Hamburguês, Vila Odete, Liberdade, Kephas, Internacional da Rondônia e Canto do Rio tiveram que se desligar da Associação Hamburguense de Futebol Amador (AHFA). Nena tanto brigou que conseguiu o que queria, criar a LHFFA e promover torneios.

O primeiro foi pelos 75 anos da cidade e teve a participação de clubes como Sport Club Internacional, de Porto Alegre e Scorpions de Santa Catarina, realizado no campo da Sociedade Liberdade e da Associação Ponte Preta, após negativa da Associação Rondônia. Após ainda ocorreu um triangular com três equipes hamburguenses.

A série de torneios começou no campo do Vila Odete e passou ainda pelo Hamburguês, Kephas, Ponte Preta e o último no Liberdade, dia 16 de junho. Estas disputas tiveram a Ponte Preta vencendo quatro das cinco competições. Quem ficou com um título foi a seleção de Estância Velha, convidada para a disputa. Por falar em seleção, os campeonatos hamburguenses serviram para definir a equipe que representará a cidade no intermunicipal e no gaúcho da categoria. Em cada rodada, Nena escolhia a melhor jogadora, que automaticamente era convocada, assim como acontecia com a goleadora. As convocadas foram Conda, Thainá, Silvana e Suélem do Liberdade, Angelita, Tatiana, Sabrina (goleadora), Janaína, Márcia e Luciana (goleira menos vazada) da Ponte Preta, Adriana e Débora do Hamburguês, Carla do Kephas, Marione do Vila Odete e Alessandra do Internacional da Rondônia.

Nena acredita que perto de duas mil pessoas assistiram aos jogos. Ela diz que a segurança voltou aos gramados da cidade, com patrulhamento adequado, assim como o respeito com as atletas. Nena foi jogadora e promete mais. “São mulheres que venceram o preconceito”, diz. Até setembro, as meninas evitarão os gramados, por questões climáticas que poderiam trazer doenças. “É preciso saber diferenciá-las dos homens e tratar o futebol feminino com responsabilidade.” Neste domingo começa o campeonato de futsal feminino, no Vila Odete. No sábado, o clube dá início a mais uma promoção da liga, a escolha da mais bela atleta, na categoria menor de 15 anos. Todos os clubes terão uma jogadora escolhida. É mais um evento que mostra o renascimento do futebol feminino na cidade.

 

UM VARZEANO PARA MARCAR O RIO GRANDE

COMO REFERÊNCIA NO FUTEBOL FEMININO

A bola voltou a rolar entre as mulheres de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. No dia 29 de setembro, o jogo Santo Afonso x Hamburgo marcou o retorno do campeonato varzeano feminino à cidade depois de dez anos. São oito times em uma disputa que ultrapassa os limites do município, reunindo jogadoras de outras cidades.

O primeiro passo da volta do futebol feminino a Novo Hamburgo foi em seis de abril, com um torneio alusivo às comemorações de emancipação do município. Desde lá, foram cinco campeonatos oficiais, organizados pela Liga Hamburguense de Futebol Feminino Amador (LHFFA), presidida por Laura Machado, a Nena.

Na cerimônia de abertura – realizada na Associação Esportiva Kephas, um dos bairros mais pobres de Novo Hamburgo – estiveram presentes Nena, o diretor da Revista Segundona Adão Bidon, o comunicador local Eldo Campagnone e o vereador de Novo Hamburgo, Luiz Carlos Schenlrte, além de outras autoridades. Com os times fardados e perfilados, todos cantaram emocionados o hino nacional, mesmo sem a presença oficial de uma banda. Bidon deu o pontapé inicial da partida que reativou o sonho de muitas meninas de serem jogadoras de futebol.

Participam da disputa Kephas, Kephas B, Hamburguês, Internacional do bairro Rondônia, Santo Afonso, Hamburgo, Liberdade e Canto do Rio. Em sete rodadas, jogam todos contra todos, se classificando as seis melhores equipes para a segunda fase quando sairão três times para a etapa final. Uma repescagem definirá o quarto participante que lutará pelo título. A final está marcada para 29 de dezembro.

O diferencial da competição está na arbitragem. Duas mulheres também atuam no comando das partidas e não será apenas um árbitro, haverá um trio de juízes, recebendo R$ 120,00 por jogo. Por não existirem campeonatos femininos no Rio Grande do Sul, participam do varzeano atletas de cidades como Caxias do Sul, Canoas, de Canela, Três Coroas, Portão e Campo Bom.

 

 

KEPHAS (a partir da esquerda, em pé): Gilmar, Lili, Bina, Cátia, Carina, Duda, Mara, Branca e Jane.

Agachadas: Flávia, Natália, Camila, Sabrina, Vera e Carla

 

KEPHAS B: Alessandra, Paraguaia, Daniela, Carlinha, Catiane, Gilmar e Jane.

Agachadas: Roberta, Natália, Liliane, Camila e Amanda.

 

HAMBURGUÊS: Omero, Maria Odete, Fabi, Carla, Elisete, Mônica, Tati, Márcio e Gilvan.

Agachadas: Marione, Eliete, Rejane, Jéssica e Alessandra.

 

HAMBURGO: Nego, Sirlei, Nega, Raquel, Kena, Cátia, Chica, Pati, João e Macaco.

Agachadas: Samara, Vera, Sid, Marlete, Ana, Sandra, Adriana e Cris.

 

LIBERDADE: Dalva, Léo, Thayná, Rosana, Suélen, Elaine, Elisabete, Cristiane e Dulce.

Agachadas: Gisele, Valéria, Danúbia, Karen, Rosélia e Silvana.

 

SANTO AFONSO: Angelino, Mauro, Ademir, Joice, Tatiane, Suélen, Lurdes, Tuti, Janaína, André e Angelina.

Agachadas: Janaína, Keli Metz, Alessandra, Angelita, Márcia, Sabrina, Adriana e Marisete.

 

INTERNACIONAL: Kita, Denise, Daniele, Batata, Taila, Kátia, Camila e Catiane.

Agachadas: Fernanda, Marciana, Daiane, Natália e Nicole.